Decorreu no passado domingo 8 de Julho,
mais uma etapa da Taça do Algarve XCM em Benafim. Após a realização desta
prova, a 5ª da competição, passam a faltar apenas duas para terminar a Taça,
com a realização das maratonas de Loulé e Lagos.
Participei pela 1ª vez nesta
maratona (Benafim), no entanto em relação ao que me tinham dito confirmou-se: um percurso
com muita pedra à semelhança da maratona de Alte da Taça de Portugal deste ano.
Este tipo de traçado, técnico e terreno complicado em nada me favorece, pois torna-se difícil a progressão em cima da bike em zonas onde as pedras são rainhas.
Por exemplo, zonas como a passagem no (bonito) single track da Ribeira de Algibre favorece os atletas mais técnicos e mais hábeis, e eu perco tempo…
Assim como em descidas longas com muita pedra, tornam-se complicadas para mim, enquanto outros passam “a voar” por cima das pedras. Como não me sinto à vontade não arrisco. Apesar de isso significar perder tempo precioso, e às vezes irrecuperável.
Esta prova fica-me mais uma vez marcada pela falta de sorte. 3 (!!??) furos é obra. Não bati o recorde de 4 ocorrido na maratona da Conceição de Faro…
Também me perdi por uma vez no percurso já nos últimos 10 km, mas por falha minha pois vinha de tal forma desalentado que não vi uma placa de viragem à esquerda e acabei por seguir em frente, acabando mais tarde por voltar para atrás porque não havia fitas e só podia estar no caminho errado…
Quando tive o 1º furo, pouco depois dos 30 km, estava bem posicionado na corrida. No entanto o furo deitou tudo a perder, mesmo psicologicamente afectou-me porque o azar voltava a bater de novo à minha porta. Depois com o 2º e 3º furo já só queria terminar. 7 Furos em 5 provas…são demasiado!
Terminei na 23ª posição em VET.A.
Começo a perceber que de facto a competir sem tubeless é complicado…já vários amigos e outros atletas mais experientes em BTT me disseram que sem tubeless não dá.
Parece que sou o único que participo com rodas “normais” de câmara-de-ar…
Portanto tenho duas hipóteses: ou mantenho o que tenho e estou sujeito a estas frustrações ou invisto numas rodas tubeless e reduzo drasticamente a hipótese de furo, embora ela exista sempre, como é óbvio.
Próxima maratona é a 29 deste mês em Loulé e é previsível que o percurso seja de novo com pedra (talvez não tanta como em Benafim) e técnico, é hábito naquela zona do Algarve. Assim foi o ano passado na única prova da Taça do Algarve de 2011 que participei.

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